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Por detrás das cápsulas de café Kaffa

Inês Costa

Que este ar jovem não vos engane. Temos aqui uma das figuras fundamentais da estrutura da Kaffa. Tem 28 anos, chama-se Inês Costa e sabe sobre café como poucos. Engenheira Alimentar, Inês tem um dia-a-dia complexo. É responsável pela compra do café verde (feito em bolsa) e pela gestão de stocks, funções normalmente desempenhadas pelos CEOs das empresas do ramo mas que o número 1 da Kaffa, Óscar Galvão, delegou sem hesitação ao comprovar a perspicácia e talento da jovem engenheira no desempenho destas funções. Inês está também no laboratório que avalia a qualidade de todos os processos de produção de cápsulas e onde são desenvolvidos novos blends e novos produtos. Por fim, a engenheira alimentar está encarregada, juntamente com Hugo Riou, do setor da Torra, da integração na fábrica de duas importantes aquisições: o novo moinho e o novo torrador, “que irão pôr a Kaffa ao nível dos principais players europeus”, explica a jovem.

Para a Inês Costa, “quatro anos nesta empresa que está sempre a inovar equivalem a muitos anos noutras empresas. Sinto-me muito envolvida.” Para estar onde está, foi importante o gosto pelo setor, mas também o empenho pessoal e muitas formações específicas.

Depois de criar blends e provar cafés sem conta, queremos saber qual é o seu preferido. “O Azulejo. Gosto mais dos cafés arábica do que robusta.” Em Portugal as pessoas gostam mais dos robusta. E Inês explica: “Houve uma altura em que só podíamos consumir café de Angola, mais forte e com mais amargor, e os portugueses habituaram-se.” Mas este cenário está a mudar: “Com a entrada dos cafés de especialidade e com o hábito de o tomar sem açúcar, as pessoas já não conseguem tão facilmente beber um café tão amargo e começam a educar o paladar. É como o vinho. Antigamente também bebíamos o vinho carrascão e agora já apreciamos um vinho de melhor qualidade. Com o café acredito que acontecerá o mesmo.”

Inês Costa

Sandra e João Reis

Sandra e João Reis

Sandra e João Reis estão casados há três anos. Conheceram-se na Kaffa onde ainda hoje trabalham. Sandra trocou os ordenados incertos de uma profissão no setor cabeleireiro pela estabilidade do trabalho na indústria. Há quatro anos inscreveu-se para uma vaga na produção da Kaffa onde sabia que iam começar a recrutar funcionários para trabalhar nas novas máquinas. “Entretanto ligaram-me a perguntar se não queria ir para a limpeza pois a entrada era imediata enquanto para a produção estavam a depender da chegada das máquinas. Precisava trabalhar e aceitei.” Hoje não trocaria a limpeza pela produção se pudesse. Gosta do que faz e mesmo os quilómetros que anda todas as semanas entre escritórios, laboratórios, armazéns e fábrica não a desanimam. “Já perdi a conta das escadas que subo e desço todos os dias.”

João, por sua vez, chegou à Kaffa há seis anos, através de um anúncio. Já tinha trabalhado nos armazéns de uma farmacêutica e, portanto, a adaptação foi fácil. Começou como empregado e passou a responsável de armazém. “O mais importante do me trabalho é nunca faltar material para a produção”, observa. Trabalha com mais dois colegas e gosta de alguma adrenalina que o trabalho proporciona.

Como se conheceram? “O João tinha de me levar e trazer para um armazém que fica um pouco distante, e não achava muita piada em ter de fazer de chauffeur”, recorda Sandra a sorrir. “Ela engraçou logo comigo”, conta João entre risos. Com carta de condução, Sandra passou a fazer o trajeto por conta própria, mas a magia já estava feita. Em agosto de 2016 casaram-se.

E o casal, gosta de café? Sim. “Tomam mais no trabalho”, concordam. Sandra gosta do Cravo, João prefere o Fado, o mais forte.

Gonçalo Ribeiro

Atenção: Aqui bate um coração benfiquista que também gosta de ter alguma adrenalina no trabalho. Técnico de manutenção, Gonçalo Ribeiro tem como função garantir que as linhas de produção estejam sempre em funcionamento, sem avarias. Substitui peças quando é preciso e cuida da limpeza da maquinaria. Tudo para não haja grandes quebras na produção.

Gonçalo está na Kaffa há pouco mais de 3 anos. “Quando cheguei, havia apenas o responsável pelo departamento, mas não havia uma equipa de terreno”, recorda. Hoje, além de Gonçalo, há mais dois técnicos na equipa. “Vieram da mesma empresa onde antes eu trabalhava, na indústria farmacêutica”, explica o técnico. São áreas diferentes, mas o trabalho em si, a nível de mecânica, é o mesmo. E o stress de produção também”.

O trabalho na Kaffa levou a que passasse a gostar de café. “Antes não ligava e agora não passo sem beber dois ou três cafés por dia”, comenta. O que mais gosta? É o Cravo.

Gonçalo Ribeiro

Ana Almeida

Ana Almeida

Há cerca de dois anos Ana Almeida decidiu mudar. Sempre trabalhou como consultora, a fazer auditoria a contas de empresas, mas resolveu experimentar estar do outro lado, a trabalhar na contabilidade de uma empresa. E foi assim que entrou para a Kaffa. Hoje é responsável pela contabilidade financeira.

“Eu sabia como é que as coisas se faziam na contabilidade mas nunca tinha executado este trabalho”, explica. O receio inicial de não conseguir adaptar-se dissipou-se perante a abertura que encontrou não só para esclarecer dúvidas como para lançar novas ideias, e isso tem sido estimulante. “Uma coisa é chegarmos a uma empresa com tudo implementado e simplesmente darmos continuidade ao trabalho. Outra é ter a oportunidade de implementar, desenvolver e ver as coisas a acontecer”, comenta. E continua: “A empresa sofreu uma reestruturação muito grande em pouco tempo e a estrutura ainda está a organizar-se para acompanhar estes avanços. Mal cheguei e pude ajudar de forma activa nessa evolução.”

Ana Almeida também procura conhecer melhor o negócio. “Quando tenho tempo procuro visitar a fábrica e conhecer aspectos da empresa. Isso é importante e tem influência no meu trabalho”, explica. A Kaffa deu-lhe também a possibilidade de fazer uma formação em café. É uma formação mais sensorial e não tem efeito direto no seu trabalho, mas é igualmente estimulante, afinal, Ana adora café. Dois são os seus preferidos: o Fado, que bebe de manhã para dar energia para o resto do dia, e o Cravo, para as outras ocasiões.

Odete Miguel

Reage com um sorriso divertido quando a apanhamos desprevenida para uma fotografia enquanto está em funções numa das linhas de produção. Esta não é a máquina em que habitualmente trabalha, mas “às vezes damos apoio em outras linhas”, explica Odete Miguel.

Há 5 anos na Kaffa, sempre trabalhou em unidades fabris, mas esta é a sua primeira vez na indústria do café. “Trabalhei 7 anos em embalagem noutra fábrica e depois passei três anos a fazer trabalhos temporários”, recorda. A empresa de recursos humanos que estabeleceu a ligação com a Kaffa disse-lhe: “É um bom trabalho, uma boa empresa e um bom ambiente”. “E tinham razão”, recorda.

A adaptação foi feita sem percalços: “Aprendemos todos os dias e este não é um trabalho difícil de se aprender, nós é que às vezes complicamos. Se fizermos como deve ser corre melhor e sai melhor. E tem que ter qualidade, não é?”

Veio de Angola, mas não pensa em voltar. Tem três filhos e muitos sonhos. “Gosto de pensar os filhos amanhã vão ficar bem”, afirma. Em casa tomam-se muitos cafés. Kaffa, claro. O Cravo é o preferido, “mas também, de vez em quando, tomo o descafeinado”.

Odete Miguel

Hugo Riou

Hugo Riou

Este antigo chefe de cozinha é hoje o responsável pela torra dos cafés Kaffa. Esta é uma etapa importante na produção de café para o consumo que Hugo Riou administra com a arte de quem sabe fazer magia com os sabores.

Na Kaffa há 5 anos, Hugo entrou para a indústria do café em 2010, quando decidiu deixar de ser chefe e seguir a tradição familiar ao entrar para uma empresa de café em grão. Passados 4 anos foi convidado para ir para a Kaffa.

É licenciado em Produção Alimentar, mas, para dominar a fundo a sua área, o responsável pela Torra na Kaffa apostou na formação: “Tirei vários cursos especializados em café ao longo dos anos. Fiz especialização no Brasil, na Alemanha e também em Portugal. Fui a feiras e visitei fábricas. Adquiri muitos conhecimentos que me permitiram ter o know-how que tenho hoje, sempre na área da torra.”

No seu dia-a-dia a pressão é uma constante. “Tenho a responsabilidade de garantir que todas as torras são feitas conforme o cliente exige e todos os parâmetros que a empresa tem definidos”, explica. Hugo foi um dos responsáveis por acompanhar a implementação de novos equipamentos da unidade. Além destes desafios, tem um gosto especial no desenvolvimento de produtos em coordenação com a equipa de qualidade. “É como desenvolver uma nova receita na cozinha. Jogo com a torra, com os cafés de várias origens e com o equipamento”, explica.

Hugo Riou adora café e diz que só bebe bom café. A cápsula que mais aprecia é a Azulejo: “Tem mais acidez, mais aroma”. O Cravo é também um café de que gosta muito: “É forte, encorpado, e bebo-o mais quando procuro ter mais energia.”

Conceição Carvalho

A Kaffa começava a trabalhar com cápsulas de café quando Conceição Carvalho entrou para a empresa como comercial. “Foi há cerca de 12 anos. Na altura só havia a Nespresso, e mesmo esta não era totalmente conhecida”, recorda. “Em Portugal fomos pioneiros. Trabalhávamos com cápsulas vindas de Itália”, explica. O negócio foi crescendo e em 2009 nasceu a primeira cápsula de café Kaffa, feita na fábrica de Trajouce. “Ainda me lembro como se fosse hoje quando o Sr. Óscar Galvão chegou ao Porto, onde sempre trabalhei, tirou uma cápsula do bolso e disse: Já temos cápsulas!” É com orgulho que Conceição vê a Kaffa como é hoje. “É como se fosse um filho que vi nascer e que agora já anda sozinho”, comenta com emoção.

Conceição Carvalho faz uma média de cinco mil quilómetros por mês a trabalhar entre o Porto, Lisboa e Algarve. Quando apresenta a Kaffa a novos clientes, gosta de contar um pouco da história da empresa mas também de falar das certificações de segurança alimentar que permitem a Kaffa fornecer o mercado externo, da sua capacidade de produção e do constante investimento feito no progresso da fábrica e da marca. “Tudo isso são mais-valias para que o cliente saiba que está a lidar com uma empresa séria e estável, e que está aqui para progredir”, sublinha.

Com uma boa disposição contagiante, Conceição revela que o contacto com o cliente é, sem dúvida, o mais compensador no seu trabalho. Mas também vibra sempre que entra numa grande superfície e vê os produtos bem expostos, ou quando na fábrica vê que estão a trabalhar para preparar as encomendas que trouxe. “Todos os dias há tantas coisas diferentes que me fazem feliz, mas é especial ver isto tudo a crescer e tomar rumo”, remata.

Conceição toma por dia entre 3 e 4 cafés. Gosta de começar o dia com uma chávena de Cravo e depois divide-se entre o Azulejo, o Namorados e também o Bio.

Conceição Carvalho

Filipa Holtreman

Filipa Holtreman

No Serviço de Clientes e Logística há um ano, Filipa Holtreman sente que todos os dias aprende um pouco mais sobre o negócio e sobre a Kaffa. Sempre trabalhou em lojas e agora adapta a sua experiência ao atendimento aos clientes e ao trabalho de expedição e gestão de stocks.

Neste momento está mais dedicada à expedição e a gestão de stocks, que requerem tempo e atenção. Mas gosta muito do contacto directo com os clientes. “Gosto que as pessoas sintam que do outro lado está alguém para ouvi-los. Por questões pessoais já tive de recorrer a outros apoios ao cliente e não são tão atenciosos. Têm um guião e fazem um atendimento mecânico. Nós fazemo-lo de forma mais personalizada e acho que ganhamos com isso”, observa.

E quando pedem sugestões? “Tentamos perceber o gosto do cliente, mas há os que querem saber o que nós tomamos. A sublinhar que esta é a minha escolha pessoal, digo que os que gosto mais são o Cravo e o Namorados, que são fortes mas não são demasiado amargos.”

Anabela Benodiz

“Quem vê uma cápsula de café não imagina todo o processo que é até chegar à sua máquina”, comenta Anabela Benodiz. Como chefe de linha, tem a seu cargo uma das 11 linhas de produção da Kaffa. “Entrei na empresa há 6 anos e é giro ver como crescemos.” Anabela é responsável por organizar todo o trabalho que passa pela sua linha de produção e ainda, quando é preciso, dá apoio a outras linhas. É um trabalho fisicamente exigente e também a nível da organização. Tem um grande orgulho no produto final. “Quando vejo as promotoras nos supermercados digo-lhes logo que aquele café é feito na fábrica onde trabalho”. Muito concentrada nas suas funções, Anabela, mais conhecida como Stallone por ter sempre as mangas arregaçadas, é a boa disposição em pessoa nos dias de festa. E apesar de lidar diária e diretamente com o café, adora expressos. Os intensos são os seus preferidos, especialmente o Cravo.

Anabela Benodiz - Chefe de linha

Pedro Figueiredo

Pedro Figueiredo - Departamento de Qualidade

Pedro Figueiredo é um dos membros do Departamento de Qualidade e trabalha num dos laboratórios da Kaffa onde o café é testado nas suas várias etapas. Engenheiro Alimentar, este é o seu primeiro emprego. “Aqui analisamos os cafés verdes e fazemos um controlo apertado ao produto acabado durante e no final da produção, com diversos testes e provas”, explica. “Ao início era difícil, principalmente para saber a escala e os parâmetros de avaliação do café. Depois, com a experiência, conseguimos notar bem as diferenças.” Esta é uma das partes do trabalho de que Pedro mais gosta: “perceber as diferenças entre os cafés, ver o meu gosto pessoal, perceber o que as outras pessoas gostam, que pode ser completamente o oposto de mim, e, por fim, perceber o gosto do consumidor”. Pedro prefere dos blends 100% arábica, mais aromáticos e suaves, como é o caso do Azulejo.

Francisco Rosa

Francisco Rosa é o funcionário mais antigo da Kaffa e acaba de completar 18 anos na empresa. “No início, éramos 4 ou 5 pessoas. O negócio começou com as máquinas de café e de vending. Depois pensou-se que fabricando cá as cápsulas seria mais vantajoso. Passámos a produzir cápsulas e o deixámos o vending. A partir daí tudo evoluiu muito rapidamente para aquilo que somos hoje”, recorda. E é exatamente isso de que mais gosta: “Ver o que era a Kaffa e o que agora é. É ter podido acompanhar esta transformação total.”
Francisco Rosa está no Departamento de Assistência Técnica. E dá-nos o segredo para que as nossas máquinas nunca avariem. “Usar sempre água mineral, de vez em quando, depois de se fazer uma extração de café, fazer uma puxada de água para tirar alguma impureza que se tenha depositado no interior da máquina, assim como ir limpando os acessórios e os depósitos de água periodicamente.”. O seu café preferido? O Cravo.

Francisco Rosa - O funcionário mais antigo da Kaffa

Patrícia Mendes

Patrícia Mendes - Departamento de Apoio ao Cliente

Patrícia Mendes faz parte da equipa que faz a ligação entre a empresa e o cliente final. Está na Kaffa há 4 anos, no Departamento de Apoio ao Cliente, e faz uma das coisas de que mais gosta: falar com as pessoas. “Adoro falar com os clientes. Acho importante transmitir-lhes segurança, seriedade e a ideia de que tudo se resolve.” Mas receber encomendas por telefone e resolver problemas pontuais são apenas parte do trabalho de Patrícia. “Aqui tratamos das expedições para as grandes superfícies e para os clientes particulares, das transportadoras, da faturação e da gestão de stocks da receção. É muita responsabilidade e a pressão diária é grande, mas trabalhamos para que nada falhe.” E quando há promoções, o trabalho multiplica-se.
Aos que compram Kaffa pela primeira vez, tenta orientar quanto ao tipo de café escolher. “Procuro perceber que tipo de café a pessoa prefere, mais intenso ou não. Falo sempre do nosso café biológico e também do descafeinado, que tem um sabor excelente. Menciono também o meu preferido do momento, o Namorados, que é cremoso e suave.”

António e Paulo Silva

António e Paulo Silva. Pai e filho a trabalhar na mesma empresa. Mas neste caso, foi o filho que trouxe o pai para a Kaffa. “O meu pai reformou-se e ainda esteve 7 ou 8 meses em casa, mas chegámos à conclusão de que era importante que mantivesse uma atividade. Pedi na Kaffa que quando houvesse uma oportunidade o chamassem e em pouco tempo ele entrava para a produção”. Foi há 8 anos e António Silva foi trabalhar como operador de linha. “Tive de aprender tudo do zero, mas gosto muito do que faço”, comenta. Antes de se reformar era comercial e o filho herdou-lhe o jeito para as vendas. Paulo está há 13 anos na Kaffa e trabalha diretamente com as grandes superfícies e os distribuidores para o pequeno retalho. Somos uma empresa portuguesa com produtos de qualidade e com blends feitos à medida do consumidor nacional. Este é o nosso trunfo. “Gosto sempre de dar a provar o nosso café. A degustação é importante. Depois de provar, as pessoas percebem a qualidade do produto”. Pai e filho preferem o seu café mais intenso. Em casa tomam Cravo e Fado. Por questões de saúde, Paulo toma sobretudo o descafeinado. “O nosso é excelente. O difícil é quando o tomo em estabelecimentos que não têm Kaffa.”

António e Paulo Silva - Pai e filho a trabalhar na mesma empresa